Européias ou Africanas?

Estes trechos foram extraídos do livro "O Apicultor Brasileiro" de Emílio Shenk, oitava edição, 1946; Logicamente referem-se às abelhas de raças européias:

"Já se tem observado um aumento diário de 7 a 8 kg De mel em famílias muito populosas e em lugares muito favoráveis." Pág. 29.
"Um apicultor de Araraquara, São Paulo, escreve-me o seguinte sobre as condições da florescência naquele lugar: "...Em meu colmeal colhi, na média nestes três últimos anos, 57 kg de mel por família e anualmente."
Pág. 57.

Este foi extraído do site: http://www.beesource.com/pov/ahb/ahbarizona.htm e traduzido pelo sr. Reginaldo Cunha:

The "Africanized" honey bee is a hybrid between domesticated strains of mostly European honey bees and African honey bees; African bees were introduced into the Americas via Brazil in 1957. Africanized bees may be identical in appearance to most domestic bees but may be slightly smaller than some. (...)

As "africanizadas" são um híbrido entre abelhas domesticadas, geralmente européias, e africanas introduzidas no Brasil em 1957 (...). As africanizadas podem se parecer com as domesticadas, mas são um pouco menores que elas. (...)

The migration of Africanized bees is not the invasion of a single well-defined race of bees. Rather it is the flow of a variable population into a larger, even more variable population of domesticated honey bees. (...)

A migração das africanizadas não é simplesmente uma invasão de uma "não bem definida" raça de abelhas. Particularmente é um fluxo de uma variada população dentro de uma população mais variada ainda que é a das raças domesticadas.

Domestic bees, the product of centuries of selection by man, appear vulnerable to pressures leading to reversion to the wild type. The problem of African gene flow can be solved by reversing this flow by maintaining positive selection pressure favoring domestic bees.

As abelhas domesticadas, resultado de centenas de anos de seleção pelo homem, são aparentemente vulneráveis a pressões que conduzem a uma reversão ao tipo selvagem (africanização - parêntese do tradutor). O problema do fluxo gênico africano ("africanização") pode ser resolvido por uma reversão desse fluxo:Mantendo uma seleção positiva a favor das abelhas dometicadas (européias).

The continued maintenance of domestic honey bee populations is our best defense against Africanization. The single most counterproductive reaction to the potential influx of Africanized bees would be to remove domestic honey bee colonies, especially those kept by hobbyists, from urban, recreational and agricultural areas. Losses of colonies over which beekeepers have genetic control could simply accelerate and assure Africanization in the form of feral colonies which may not be controlled. (...)

A contínua manutenção das abelhas domesticadas (na sua maioria européias) é a nossa maior defesa contra a africanização. Um dos maiores efeitos contraproducentes seria que a entrada das africanizadas poderia remover colônias domesticas, especialmente de "hobbistas", e de áreas urbanas e de recreação e agricultura. Perdas de colônias de apicultores que possuem controle genético poderiam simplesmente acelerar e assegurar a africanização de forma a torná-las colônias que não podem ser controladas.

Experience in South and Central America suggests that where domestic bees are abundant and remain well managed, and where constant selection pressure is applied through requeening, the Africanized strain will soon become domesticated and its impact will be minimal. If Africanized bees become established in

remote areas with few domestic bees, colonies will exhibit varying levels of undesirable behavior.

Experiências na América do Sul e Central nos lembram que onde as abelhas domésticas (na sua maioria européias) são abundantes e permanecem bem manejadas, e onde houve seleção através da introdução de rainhas (européias, parêntese do tradutor), as africanizadas se tornaram em pouco tempo domesticadas, e seu impacto minimizado.

E. H. ERICKSON(1), PESQUISADOR DOS EUA, E DIRETOR-CHEFE DO DEPTO. DE AGRICULTURA - PESQUISA COM ABELHAS (1) Center Director, USDA, ARS, Carl Hayden Bee Research Center, 2000 E. Allen Road, Tueson , AZ 85719 .


Este texto foi enviado ao plenário da Apacame:

Senhor(a)es:
Vejam abaixo o trecho extraído do veículo: Agência SEBRAE de Notícias (PE) datado de 23/08/2005 e divulgado pela APACAME em 24/08/2005:

"O consultor de apicultura para o território de Teresina, Laurielson Alencar, explica que 80% do mel produzido no Estado é oriundo da região do semi-árido. "E a macrorregião de Picos é responsável por 60% dessa produção". Segundo estimativas da Confederação Brasileira de Apicultura, o Brasil possuía, em janeiro de 2004, cerca de 4 milhões de colméias produzindo 33 mil toneladas de mel por ano."

O grifo em vermelho é do signatário deste email para alertar sobre a triste realidade dos números de nossa "dinâmica e produtiva" apicultura:

"com 4 milhões de colméias, ou seja, 4.000.000 colméias, me corrijam se estiver errado, o Brasil produz 33.000 toneladas = 33.000.000 kgs; esta fantástica produção resulta em nada menos que: 33.000.000 / 4.000.000 = 8,25 kgs de mel por ano por colméia"

Se levarmos em conta que para os africanistas é normal perder por abandono ou enxameação otimistas 20% das colônias, isto representa que anualmente perdem-se nada menos que 800.000 colméias e deixamos de produzir 800.000 x 8,25 = 6.600.000 kgs de mel, ou seja, 6.600 toneladas ou ainda, nada menos que 264 carretas de 25 toneladas, iguais àquelas que chegam do Uruguai e da Argentina.

Porque não trabalhar com material genético de qualidade que assegura uma produção no mínimo 30% maior, visão esta pessimista, e não proporciona perdas significativas? Considerando os números acima de colméias os resultados seguramente seriam outros:

(8,25 x 1,30 x 4.800.000) = 51.480.000 kgs de mel, ou seja, 51.480 toneladas, ou seja, 56% mais de produção, com muito menos gastos de implantação, manutenção e controle e, sem perdas de tempo com retrabalho improdutivo para recompor apiários.

Acorda Brasil, já é hora de mudar. Além de não produzirem nada, as africanas ainda destroem a mellissofauna nativa e contribuem para o extermínio de espécies vegetais nativas.

Ricardo Dirickson

 

Este texto foi extraído e traduzido dos originais do trabalho dos pesquisadores José Luís Uribe Rubio, Ernesto Guzmán Novoa, Greg J. Hunt, Adriana Correa Benitez, J. Antonio Zozaia Rubio, de 2003, No México, intitulado: "Efeito da africanização sobre a produção de mel, comportamento defensivo e tamanho das abelhas melíferas no planalto mexicano" :

"Com este propósito se pesquisaram abelhas de 416 colônias exploradas comercialmente em uma região do planalto do México. (...) Os resultados demonstraram que as abelhas das colônias com mitotipo (DNA mitocondrial) africano foram menos produtivas, mais agressivas e menores em tamanho que as abelhas das colônias com mitotipos europeus. (...) A introdução de genética européia nestas populações se faz necessária para criar abelhas produtivas e manejáveis. (...) Estes resultados sugerem que não é aconselhável permitir um nível alto de africanização em populações de abelhas comerciais, pois isto faz da apicultura uma atividade perigosa, incômoda e menos lucrativa."

"Portanto, vivam as raças européias que têm sido a tábua de salvação da nossa apicultura." Nikolaos Mitsiotis.

Senhores:
Que a partir disso cada um possa tirar as suas próprias conclusões.

Anderson B. Barros.